terça-feira, fevereiro 07, 2006



Logo, cravada nas brumas geladas noturnas
Vaga taciturna, vossa senil lâmpada.
Alumiando a auréola de almas vagas
que se enlaçam sob as vistas da madrugada
como o beijo de uma estrela nos olhos da amada.

E como o vento, que fala entre as folhas
na noite sem vozes de outros,
Murmuro entre os lábios palavras que irrompem
de tuas vistas que miram o raiar.

Veja a estrela do dia como esfrio tua alegria,
apenas com resquícios da lembraça, que não termina.
E afogo-te, neste mar de ânsias entre os vales do meu peito
para que enfim chegue a madrugada
corando a face da minha amada com o argênteo ensejo.

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