domingo, janeiro 29, 2006

Noite enfadonha e longa
Orvalhada de suspiros inférteis
Enluarada de amanhãs impossíveis
Cavalgada por mares de sonhos.
Bem que me veja aqui,
A escutar o próximo desejo
Que nasce de um mal humano,
A solidão, crescente e solidária:
Que acena aos espectros piedosos
Da angústia sorrateira
Que mira o argueiro na fonte de luz
E fechate-te a última brecha.
Noites mornas seriam
Se não fosse o ventar sagaz,
O contínuo cantor da sebe,
O arauto, a única voz.
Se vôo junto ao vento
Resbalando meu corpo no espaço,
Sinto que liberdade é mais,
Supera sensações e o entendimento

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