domingo, fevereiro 26, 2006

Está vindo a grande madrugada
Tranzendo consigo os tempos que faltam
Os aprendizados e desejos inexistentes, as calmas
e as horas tempestivas.
Chegará também a lua em gente
Em seu passo calmo e contínuo
Tão resplandecente mas ainda entre as colinas...
Não! por detrás delas.
E eu tão na noite, cercado do sono
Que embala a mente ao escuro;
Eu tão no escuro, imaginando, e com vontade
De a lua ver mais perto.
Eu que nem a vi como agora sou, eu que
Na madrugada esta me vi nascendo, eu que
Sou a flor do fruto que já morreu, eu que
Sou apenas algo desconhecido.

Nenhum comentário: