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domingo, dezembro 25, 2011
domingo, dezembro 11, 2011
Sobre Folhas e Armaduras
É tarde, agora. Ouço em um torpor que me impede de me refazer, de erguer o corpo então em cócoras, a uma posição digna de um real guerreiro. Pesam-me, não as camadas de couro que me guardam dos assaltos, da bruta pancada, ou das furtivas setas; mas sim o peso dos assaltos, da bruta pancada, e das furtivas setas que não recebi.
Tanta arte ao te construir, proteção bem amada. Quantos processos inimagináveis para o executor da vida do que luta que, se os conhecesse em detalhes, tanta pena lhe causaria em desfazer a constituição original que imploraria ao futuro morto que se despisse, que deixasse a nua carne exposta ao que corta e traspassa. Eis a batalha - conservada a beleza e a arte, e fustigada a carne que a carrega.
O farfalhar das finas folhas dos bambus sobre minha cabeça me trazem indescritível encanto, como um silvo de alguma feiticeira. A imagem da lua retalhada pelos ramos me faz pensar que até mesmo uma folha pode alterar a maior personagem do céu noturno.
Tanta arte ao te construir, proteção bem amada. Quantos processos inimagináveis para o executor da vida do que luta que, se os conhecesse em detalhes, tanta pena lhe causaria em desfazer a constituição original que imploraria ao futuro morto que se despisse, que deixasse a nua carne exposta ao que corta e traspassa. Eis a batalha - conservada a beleza e a arte, e fustigada a carne que a carrega.
O farfalhar das finas folhas dos bambus sobre minha cabeça me trazem indescritível encanto, como um silvo de alguma feiticeira. A imagem da lua retalhada pelos ramos me faz pensar que até mesmo uma folha pode alterar a maior personagem do céu noturno.
Lâmina e Couro
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