sábado, fevereiro 11, 2006


Não enganas assim facilmente
Saindo de ti para ver o mundo
Ao meu coração silente
Que observa-te, mudo.

Por ele viajar em tuas veias
Como junto ao teu sangue vivo,
Rompendo tua serenidade,
Instigando teu pensar oculto.

Tal seja em verdade
Teu anseio uma singela cena,
Não obstante faz-se mosaico,
Gera intricados trejeitos,
Retalhos,
Por temer tremer
Diante de possível ventura.

E saberei ser tu como nunca
Consiguistes querer ser,
No momento desconhecido,
Teu suspiro preso
Ao almejo contido.

Estilhaços, cortantes reminiscências,
Veja ao mar, espelho dos céus,
A paciência das vagas
A restaurar a serenitude,
Do que fora revolta insistência
De voltar ao etéreo.

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