
Queria apenas a madrugada quando
pela noite caiu em sono sabendo,
que por cansada, certamente não iria despertar.
Queria apenas, docemente, tornar doce o mar
por onde a miséria entrou infestando
a costa virgem com o salgar da dor.
Queria a doação de sua imagem alheiamente
emoldurada: ter a si mesma em outrem
com a sedosa sensação de ser eterna.
Queria, em seu sono conturbado,
ter o impossível, um elo pra esquecer-se.
Queria ser outra que sonhava,
admirada, sua vida passar em trilhos
longos através das horas de distração.
Um comentário:
Que lindo e delicado momento poeta; Gostei muito
bjo
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