Cheio, que quase transborda, ou melhor, que está na borda, que no limite esgota.
Ela, não raro, deixa cheio, e que estranho é o fato de não deixar da borda a transa esgotar.
A transa goza mesmo a conversa calma, um gozo tão venturoso que não há melhor gemido que o incentive, que o mudo olhar no olho.
O copo é corpo, transparante tal qual não é o rosto, contudo diz num gesto que a mão repete, algo que não se sabe, e que no entanto se precede, e que tanto faz adorar.
Que conforto cerca toda essa majestade tímida, todo o gosto do seu manto de pele é exato como a saliva da pêra, a perfeita fruta de um paraíso que é real.
sábado, setembro 22, 2012
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Um comentário:
Tanta coisa não dita, elogios não feitos cobram juros enquanto o tempo passa.
Hoje vim aqui, visitar nós dois em outros tempos. E foi lindo.
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