Sinto presente o longe na tua fala que foge,
evitando-se.
São passos tornados distâncias entre mundos,
colossais indiferenças quiçá falsas,
receio de transparecer a fragilidade
de dedicar a sinfonia de dar-se a outrem.
Há uma nota em teu peito
desconhecida por executada demasiadamente
baixa, tal como um sussuro soprado timidamente.
Um som que senti no éter, arrastando-se como seda,
contra a epiderme do meu espírito inebriado,
a querer ouví-la a pleno volume.
Ouço-te e seja como for, e apesar disso,
desconheces a verdade que há nesse fato.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
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