
Caminhos de cobre e luz
sobre as vidas que passam
são as estradas de nossos cavalos
e dos nossos ditos
Uma eterna escuridão sobre os ânimos
e o poeta ferindo-se vagarosamente
Cenário lépido de desfechos que se cruzam
e não se tocam
sentimentos em códigos
que quando desvendados são irreais
estrada de mil demências, fanatismos e paixões
e o poeta agonizando vagarosamente
Vereda em que se encontra de quando em quando
uma esperança, uma lembrança de uma alma
um ser que sinta mesmo nesta via
o coração do ser que o espera e o quer
mesmo no silêncio e no labirinto dos seu códigos
o poeta morre vagarosamente...
Faris Farid - Juliano
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