Nossa jornada é feita de intervalos entre estações ferroviárias e a própria ferrovia correndo sinuosa ou reta, mas sempre sonolenta e contínua, por entre matas e desertos, ambos ermos lugares. Então nós, vigorosos espectadores da viagem tanto quanto pusilânimes viandantes, sentamos à beira de um assento de couro fosco em um vagão secular qualquer para assistir passar através da opaca janela as paisagens que não viveremos, e que mais adiante, a moldura de nossas pacatas e róseas tardes serão. Porém se ao deitar bagagens no frio piso da estação na qual fores descer não sentir um sopro de brisa gélido percorrer todo o espaço que enxergas, e de fora da tua visão surpreenderem-te braços enlaçados na ânsia da espera, e que se desfazem por ti, e para ti. Nessas condições, viajante, esqueça o pacato e solitário crepúsculo mencionado, que embora róseo há de ser tranquilo como nenhuma ausência jamais será.
terça-feira, setembro 04, 2007
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6 comentários:
oi...
parabens, tu escreve muito bem mesmo
coisa que eu nao ia consegui faze nunca
xD huehue
adorei teus poemas
continua assim, tah?
beijos
OHHH JU NÃO SABIA QUE VC ESCREVIA TAO BEM... PARABENS VC DEVERIA SER ESCRITOR PARABENS MESMO CONTINUE ASSIM
Que prazer em te conhecer e muito obrigada pelo carinho de sua visita ao meu blog! Adorei a forma que escreves. É primoroso!!!
Tenha certeza de que voltarei mais vezes e será sempre bem vindo em meu recanto. Ah, te linkei, ok!
Beijos
Mariliza
Olá! Disseste nos meus comentários que eram celebres minhas palavras, mas meu querido as suas são muito mais...parabéns pela sua sabedoria...muita luz e sorte pra vc! Bju
Nenhuma ausência é calma... uma vez que ela traz a inquietude do pensar como seria bom se fosse assim.
Belas palavras as tuas.
Percorreram em toda minha mente, transmitindo sensações.
Beijo!
Olá! Quer dizer que tu és farmacêutico também, é?
Legal! Muito obrigada pela visita.
Adorei teu espaço, aqui! Você sabe usar as palavres. Adorei tudo o que li por aqui!
Bjs!
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